QUEM SOMOS

Coletivo formado por artistas interessados em contar histórias ancestrais e contemporâneas para e com  pessoas de qualquer idade. Em um diálogo entre a dança, música, literatura e as artes visuais experimentamos videodança, videoretratos, videoinstalações e outros formatos de narrar.

Integram este coletivo:

Gabi Canale

GABRIELA CANALE – Graduada em Comunicação, mestre em Estudos Literários (UEL) e doutoranda em Teoria Literária e Literatura Comparada (USP). Desde 2006 desenvolve trabalhos artístico de diálogo de diferentes linguagens, sobretudo a literatura e as artes visuais na criação de vídeos imersivos e instalações. Fez cursos com Márcia Xavier, Rodrigo Grota, Ana Mae Barbosa, Lúcia Santaella, Joel Pizzini, Viviana Bosi, entre outros.

Participou de filmes premiados nacionalmente. Fundou e dirigiu a Associação Livre, entidade voltada à democratização da criação e da apreciação artística em projetos de circulação de cinema, oficinas e criação de vídeos e instalações. Atuou como arte educadora criando projetos em regiões de alta vulnerabilidade com curadoria de Ana Mae Barbosa e Heloísa Salles.
Dirige desde 2008 o Multigraphias, projeto de criação coletiva de artistas residentes em diferentes partes do mundo que compõe diariamente uma narrativa colaborativa sobre as cidades. É membro do Coletivo de arte SIM!, criando instalação e vídeodanças em colaboração com artistas crianças e adultos da música e dança.

Teve trabalhos expostos no Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (FILE), Centro Cultural da Juventude, Fundação Cultural de Foz do Iguaçu, Instituto Tomie Ohtake, SESC-Santos, Mostra Internacional de Vídeo Dança, entre outros.

Ju França

JULIANA FRANÇA atua como artista e educadora da dança contemporânea e performance. Graduada em Dança pela UNICAMP (Universidade Estadual de Campinas) no ano de 2006. Atualmente reside na cidade de São Paulo, onde funda ao lado de Marília Coelho o Núcleo I n t a n t â n e a (2009) com o intuito de cavar novas maneiras de produzir e atuar profissionalmente nesta cidade. É freqüente em seu trabalho a parceria com artistas de diversas áreas e a  intersecção das linguagens artísticas.

Atualmente integra o grupo de pesquisa em dança contemporânea 16 mulheres e ½ coordenado por Maristela Estrela. Cria também ao lado de Renata Fernandes (dança) e Gabriela Canale (cinema, artes visuais, literatura) o coletivo  S I M  com a proposta de contar de diversas maneiras histórias ancestrais para crianças e adultos.

Realiza ações e trabalhos em arte educação que estão cada vez mais relacionados com sua produção artística. Desenvolve o projeto Corpo Matéria que propõem a experiência da dança e da criação artística para pessoas de qualquer condição corporal ou idade, entendendo que a singularidade dos corpos e os contrastes físicos podem provocar processos profundos de investigação sobre a matéria-corpo. Atuou em 2008/2009 no PIA (Programa de Iniciação artística) em Sapopemba, bairro periférico de São Paulo, com artistas de outras áreas, investigando processos de educação interdisciplinar.

Realiza em julho de 2009 um workshop com a Cia Yvonne Rainer e atua como intérprete de Chair/Pillow, coreografia histórica de 1969, na montagem realizada no Brasil em julho de 2009, Sesc Pinheiros/SP. Desenvolveu um trabalho como intérprete criadora na montagem do vídeo dança CARTA MUNDI, de Andrea Pitta,  inspirado em Cidades Invisíveis de Ítalo Calvino.  O vídeo é resultado de uma oficina ministrada por essa artista e intervenções urbanas na cidade de São Paulo fizeram  parte do processo de criação e produção.

Concebe e dirige La desaparición “ensaios”, um projeto de dança-instalação realizado por artistas da dança, música contemporânea e artes visuais. A proposta é desenvolver diferentes instalações que partem de uma mesma concepção, com forte inspiração no trabalho da artista plástica japonesa Yayoi Kusama e na resignificação de espaços cotidianos. Esses artistas trabalham a partir da idéia de Site specífic. Até o momento foram realizados três ensaios: a vitrine (MEC Montevideo/Uruguai); o banheiro (V Festival de Apartamento, São Paulo/SP) e o elevador (SESC/Santos/SP).  O projeto busca também alguns conceitos como o de síntese e longa duração, criando formatos que  propiciem uma relação de livre apreciação entre um público transeunte e a obra.

Atua em abril de 2009 como intérprete na performance-instalação Corpos Urbanos de Melina Scialon e Mario Del Nunzio. Uma performance multimídia que utilizou das linguagens da dança, música eletrônica e vídeo para falar sobre as noites de São Paulo em apresentações de longa duração (Edital Primeiras Obras- Centro Cultural da Juventude). Em março e abril de 2009, realiza uma temporada com a peça teatral Dr Faustos liga a Luz de Lenerson Poloninni, atuando como intérprete e preparadora corporal.

Re Fernandes

RENATA FERNANDES é artista, educadora e pesquisadora graduada em dança pela UNICAMP. Em seu trabalho vem investigando relações interdisciplinares em artes cênicas, visuais e literatura atuando em diversos coletivos de artistas. Em seus processos criativos destacam-se as relações entre corpo, memória e arquitetura, bem como o estudo da pedagogia da dança a partir das correntes da dança de expressão especializando-se em arte para crianças e ações intergeracionais. Destacam-se em seu percurso profissional a participação como bailarina convidada do espetáculo Early Works de Yvonne Rainer dançando a obra “Chair-pillow” criado pela coreógrafa em 1969 (2009), de laboratórios com os artistas Mathilde Monnier, Mark Tompkins, Loïc Touzé, Stéphane Bouquet e Isabelle Launay em apresentação do programa para a formação de artistas da cena do Centro Coreográfico de Montpellier realizado no Etablissement artistique de la ville de Paris  (2009), de performance de dança e vídeo na Galeria Olido dirigida pelo artista alemão Tomi Paasonenn (2009) e de laboratório de criação conduzido pelo bailarino Yoshito Ohno, no evento da Homenagem ao centenário de Kazuo Ohno promovido pelo Departamento de Dança e Música – DAMS – da Universidade de Bolonha – Itália (2007).

Como artista é integrante fundadora do coletivo Micrantos trabalhando sobre um projeto interdisciplinar, pautando sua criação na relação da dança, a literatura e o vídeo, desde 2001 produzindo todos os seus trabalhos e participando como bailarina dos espetáculos “Felisdônio” (2009); Macabéa em tempo de morangos” (2006), “Dois movimentos e um certo estado” (2005), “Para que servem as estrelas?” (2004), “O testamento de Amélia” (2004) e “(…)” (2001). Desde 2009 integra também o Coletivo SIM!  junto ao qual coordena e desenvolve em 2010 o projeto “No colo do conto, na cola da dança”, produz e circula com o videodança intitulado “Vermelhos Demais” e publica o livro “No colo do conto, na cola da dança – memórias de uma experiência de criação coletiva na Vila Maria Zélia”. Em 2011, desenvolve “Contos da Vida pelos 4 Cantos da Vila” sendo ambos os projetos contemplados pelo VAI – Programa de valorização de iniciativas culturais – SMC-SP. Na coordenação de produções e processos criativos atua como assistente de direção de Andreia Yonashiro no espetáculo “Felisdônio” ao longo de 2010 assim como junto a Joana Lopes na assistência de direção do espetáculo “Pra Weidt O Velho” na Bienal SESC de Dança de 2007. Atualmente colabora com o grupo “Os Quintos” residente na baixada santista, formado por artistas e acadêmicos da UNIFESP na realização do projeto “100 lugares para dançar” que teve sua estreia na Bienal SESC de Dança de 2011.

Como educadora tem experiência no ensino da dança, concepção e coordenação de projetos artísticos em educação não formal em centros culturais, comunidades assim como em escola pública para crianças, jovens, adultos, terceira idade e intergeracionais. Desde 2006 atua como artista educadora na cidade de São Paulo em oficinas geridas pela Secretaria da Cultura do Município de São Paulo. Durante 2008 atuou como arte-educadora em dança no projeto piloto de implatação da Casa de Cultura e Cidadania – AES Eletropaulo. Em 2009 e 2010 faz parte da equipe de arte-educadores do PIÁ – Programa de Iniciação Artística, atua como artista Orientadora do Dança Vocacional e ministra oficinas multiartísticas e intergeracionais no Centro Cultural São Paulo. Atualmente trabalha com educação formal em arte na rede municipal de ensino da cidade de Cubatão.

Paulo Afonso

PAULO JOSÉ AFONSO CALDAS _ Músico autodidata dos quatro aos quinze anos de idade, guitarrista e violonista, arranjador e compositor desde os dezesseis anos, formado pela Unirio no Bacharelado em violão e no Curso de licenciatura em educação musical. Tem atuado em diversos campos da música: grupos de música popular e erudita, direção musical, trilha sonora de teatro, filmes e publicidade. Também na educação, é professor dos instrumentos aos quais domina, e também desenvolve um trabalho de educação musical através da improvisação, composição e construção de instrumentos musicais alternativos.  Foi arte educador da Casa de Cultura e Cidadania (2008-2009), professor do Projeto Guri (2009-2010), e do Guri Santa Marcelina (2010 em diante). Realiza oficinas de construção de instrumentos sonoros e musicais na SP Escola de Teatro para o curso regular de sonoplastia, e participa do Coletivo de Arte SIM!,  desenvolvendo projetos de criação coletiva (desde 2010).

Thales Alves

Thales Alves _ Curriculum vitae _ Thales por enquanto tem mais de 28 e menos de 30. Seu sol nasce todos os dias ao leste, mas se põe ao sul. Já tomou muitos banhos de chuva. No máximo cinco de propósito. Multiplicou-se ouvindo rock. Cresceu ouvindo rap. Nasceu ouvindo samba. Renasceu ouvindo os outros. Adora sombra. Odeia dias sombrios. Normalmente não tem pressa. Thales é de vagar. Gostaria de ser de ninguém. É de capricórnio. Dormiu jogador de futebol. Acordou operador de máquinas. Não pára pra ver acidente. Nem pra brincar com o cachorro da casa ao lado. Na opção de ser marido, prefere ser namorado. Só se apaixona a prazo. Prefere comprar tudo à vista. Acredita em amor à primeira visita. Não é de observar a velha lua. Apenas quando é lua nova. Admira objetos assimétricos. Não sabe dirigir, nem nadar. Depois de muito dobrar papel, conseguiu fazer seu primeiro aviãozinho. Thales ri sozinho. Só vai ao cinema acompanhado. Anda em ônibus e metrô lotado. Hoje trabalha com educação de gente. Dá trabalho pra gente sem educação. Rabisca contos. Imita cantos. Paga contas. Piadas conta. Dizem que fez Letras, mas Thales acredita que, na verdade, ele que é feito delas.

_Curriculum mortae _ Thales Santos Alves, 29 anos. Mora em Ermelino Matarazzo, zona leste de São Paulo. Cursou toda a sua Educação Básica em escola pública, formando-se no Ensino Médio em 1999 na E. E. Condessa Filomena Matarazzo. Teve sua primeira formação profissional na área industrial como eletricista de manutenção, pela Escola SENAI Roberto Simonsen. Trabalhou nesta profissão por quase dois anos. Depois foi operador de máquinas por mais dois anos. Posteriormente, em 2002, ingressou na área de Juventude e Educação, na qual atua até hoje, como educador em projetos sociais. É formado em Letras-Português pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) desde 2008. Atualmente, além da prática educativa, é autor do blog Líricas do nada (e outros rabiscos) (liricasdonada.blogspot.com) e participa do projeto Queria ser uma banda, aventurando-se a integrar música e poesia numa só apresentação artística.

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